
Por um dia quis ser amado por todos, ter uma legião de fãs e ser símbolo de poderio...
Poder comprar todos os objetos cobiçados, todas as alegrias frenéticas, todos os sorrisos brancos cegantes, todas as pessoas belas e estonteantes, mas não sou isso, não adianta somente querer.
Pensei, e descobri, que mal me adiantaria tudo isso, se fosse rico demais, tivesse tudo, me tornaria egoísta, e assim, me isolaria daqueles que amo, porque quem é egoísta nega até o amor, se possível. Como seria cruel abandonar quem nunca me abandonou. Faltar com a consideração necessária, com quem nunca me faltou.
Eu me tornaria cego, e em torno de meu umbigo, trajetórias elípticas fariam com que o mundo orbitasse ali.
Fico agradecido e odioso comigo e minha situação. Um desvelo rompe-me o espírito, tão tênue, e me leva a arrependimentos pensativos.
Peço perdão a minha mente, ao meu coração e à minha alma, que não é obrigada a passar por tais imundícies.
Me vejo perplexo, diante de assombrosa visão. Jamais abandonarei quem nunca me abandonou. Farei o impossível para que o mar de dificuldades não afete aquelas pessoas pelas quais nutro afeto. Mesmo que lutar incessantemente, dê resultados vagarosos e mínimos, eu nunca desistirei do afeto, da Labuta, afinal um Oceano é feito de inúmeras GOTAS.
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